EUA usam fronteira com México como laboratório para testar tecnologias antidrones contra cartéis
O Exército dos Estados Unidos está utilizando a fronteira sul com o México como campo de testes para tecnologias antidrones, em resposta ao aumento de voos de vigilância realizados por cartéis mexicanos sobre tropas americanas. Generais alertam que soluções atuais são insuficientes para proteger soldados em movimento, destacando a necessidade de sistemas mais avançados para combater ameaças aéreas de baixo custo.
Ameaça crescente dos cartéis
O general Gregory Guillot, comandante do Comando Norte dos EUA (US Northern Command), revelou durante a conferência anual SOF Week, em Tampa, Flórida, que drones comerciais operados por cartéis mexicanos sobrevoam regularmente tropas americanas na fronteira. Segundo Guillot, os cartéis utilizam essas aeronaves para vigilância, representando uma ameaça direta à segurança das forças militares e agentes federais. O cenário exige adaptação rápida, já que as táticas observadas na Ucrânia e no Oriente Médio agora se replicam na fronteira mexicana.
Limitações das tecnologias atuais
Embora o Pentágono possua sistemas antidrones, como o Dronebuster, esses equipamentos enfrentam limitações críticas. Guillot destacou que não há soluções eficazes para proteger soldados em patrulhas móveis, uma lacuna que gera preocupação entre os comandantes. A falta de preparo ficou evidente em ataques recentes, como o ocorrido no Kuwait em março de 2026, onde seis militares americanos foram mortos por um drone iraniano, e em 2024, quando três soldados morreram na Jordânia em um ataque de milícia apoiada pelo Irã.
Desafios e necessidades futuras
A proliferação de drones de baixo custo entre organizações criminosas exige investimentos em treinamento e equipamentos capazes de neutralizar múltiplas ameaças simultaneamente. O Exército dos EUA reconhece que a fronteira sul se tornou um 'laboratório' para testar novas tecnologias, mas alerta que a adaptação precisa ser acelerada para evitar novas baixas. A situação reflete a urgência de desenvolver sistemas antidrones mais ágeis e integrados, capazes de acompanhar tropas em movimento e responder a ataques coordenados.