Venda de anabolizantes no Brasil cresce 700% em sete anos e acende alerta após morte de influencer
A venda de anabolizantes no Brasil registrou aumento de 700% em sete anos, segundo dados recentes. O caso da morte do fisiculturista Gabriel Ganley, aos 22 anos, reacendeu o debate sobre os riscos do uso indiscriminado dessas substâncias, que podem agravar doenças cardíacas. O Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu a prescrição de hormônios para fins estéticos ou esportivos em 2023, mas a prática persiste.
Crescimento alarmante e riscos à saúde
A comercialização legal de testosterona atingiu recorde no último ano, com crescimento expressivo entre 2024 e 2025. Apesar da proibição do CFM, a prescrição irregular por profissionais não médicos, como colegas de academia ou treinadores, continua sendo um problema recorrente. Bruno Masini, treinador e árbitro de fisiculturismo, relatou ter sofrido um infarto agudo do miocárdio após o uso de esteroides anabolizantes. O CFM registrou 15 processos relacionados ao tema no último ano, número considerado baixo diante da dimensão do problema.
Regulamentação e fiscalização
O uso de anabolizantes para fins estéticos ou esportivos é proibido pelo CFM desde 2023. No entanto, a fiscalização enfrenta desafios, já que grande parte das prescrições irregulares não envolve médicos. A testosterona, por exemplo, só pode ser prescrita legalmente para casos específicos, como reposição hormonal ou perda de massa muscular por doenças. A morte de Gabriel Ganley, que admitiu publicamente o uso de anabolizantes, reforçou a necessidade de maior controle e conscientização sobre os riscos.