Trump retoma ameaça de anexar Groenlândia e acusa Dinamarca de negligência estratégica
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou nesta terça-feira (07/07) a intenção de anexar a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, durante coletiva ao lado do presidente turco Recep Erdogan na cúpula da OTAN em Ancara. Trump acusou a Dinamarca de não investir na defesa da ilha e ameaçou retirar tropas dos EUA da Europa, alegando que a Groenlândia é 'cercada por navios chineses e russos' e vital para a segurança nacional americana.
Contexto e reações internacionais
A Groenlândia, maior ilha do mundo e território autônomo dinamarquês, voltou ao centro das tensões geopolíticas após declarações de Donald Trump. O presidente dos EUA justificou sua posição afirmando que a ilha 'deveria ser controlada pelos Estados Unidos' e criticou a Dinamarca por não destinar recursos suficientes para sua defesa. Trump também sugeriu que a presença de navios chineses e russos na região representa uma ameaça à segurança dos EUA, embora não tenha apresentado evidências concretas. A cúpula da OTAN em Ancara, que termina nesta quarta-feira (08/07), serviu como palco para o anúncio, reforçando a postura unilateral do governo americano. A Dinamarca, por meio de seu Ministério das Relações Exteriores, reafirmou em nota que 'a Groenlândia não está à venda e sua soberania é inegociável'.
Histórico da disputa
A polêmica não é nova. Em 2019, Trump já havia proposto a compra da Groenlândia, gerando uma crise diplomática com a Dinamarca. Na ocasião, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, classificou a ideia como 'absurda'. Em dezembro de 2025, o presidente americano voltou a defender a anexação, alegando que os EUA 'precisam ter' a ilha para garantir sua segurança nacional. Durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, em janeiro de 2026, Trump reforçou o argumento, afirmando que 'nenhum outro país' poderia proteger a Groenlândia melhor que os Estados Unidos. A postura de Trump reflete uma estratégia de expansão da influência americana no Ártico, região cada vez mais disputada por potências globais devido a suas reservas de recursos naturais e posição estratégica.