Israel rejeita plano de Trump para Gaza e reafirma recusa a Estado palestino
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rejeitou publicamente o plano de 15 pontos apresentado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para avançar o cessar-fogo com o Hamas. Netanyahu afirmou que Israel não retirará tropas da Faixa de Gaza até o desarmamento total do grupo palestino e reiterou a oposição à criação de um Estado palestino, tanto na Cisjordânia quanto em Gaza.
Rejeição ao plano de cessar-fogo
Benjamin Netanyahu declarou em vídeo durante reunião de gabinete que Israel rejeita o documento de 15 pontos proposto por Donald Trump. Segundo o primeiro-ministro, as Forças de Defesa de Israel (FDI) não se retirarão da Faixa de Gaza até que o Hamas seja completamente desarmado, incluindo armas pesadas e leves. Netanyahu classificou o desarmamento como 'real, não fictício' e afirmou que dialoga com os EUA para opor-se a 'ideias inaceitáveis' para Israel.
Posição sobre Estado palestino
Netanyahu reforçou que, enquanto for primeiro-ministro, não haverá criação de um Estado palestino, seja na Cisjordânia ou em Gaza. Ele mencionou explicitamente a recusa a um 'Fatahistão' (referência ao Fatah) ou 'Hamastão' (referência ao Hamas). A declaração ocorre em meio a pressões internas da ultradireita de sua base e à proximidade das eleições de outubro.
Reações e contexto
O Hamas havia aceitado o plano de Trump na semana anterior, mas a rejeição de Netanyahu gerou críticas da Casa Branca, que afirmou que o presidente dos EUA ficaria 'muito decepcionado' caso Israel não cumprisse sua parte. Netanyahu, no entanto, afirmou que a segurança de Israel 'não está sujeita a negociação', destacando a aliança estratégica com Trump, apesar da divergência pública.