Mercado financeiro eleva projeção de inflação para 4,71% em 2026 e prevê estouro da meta
Analistas financeiras aumentaram pela quinta semana consecutiva a estimativa de inflação para 2026, prevendo agora 4,71% de alta no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo para acima de US$ 100, é apontada como principal fator de pressão sobre os combustíveis e, consequentemente, sobre a inflação brasileira. A projeção de 4,71% supera o teto de 4,50% do sistema de meta contínua de inflação.
Projeções de Inflação e Impacto da Guerra no Oriente Médio
A pesquisa do Banco Central (BC), que ouviu mais de 100 instituições financeiras, indica que a expectativa para a inflação oficial em 2026 é de 4,71%, um aumento em relação à projeção anterior de 4,36%. Essa é a quinta semana consecutiva de elevação nas estimativas. A alta do petróleo, impulsionada pela guerra no Oriente Médio, é citada como o principal motivo para a revisão, com potencial de pressionar a inflação brasileira através do aumento dos preços dos combustíveis. A inflação de março, divulgada pelo IBGE em 0,88%, já demonstrou o impacto do conflito nos preços internos. Para 2027, a expectativa subiu de 3,85% para 3,91%; para 2028, a previsão permaneceu em 3,60%; e para 2029, a estimativa continuou em 3,50%. O aumento da inflação impacta diretamente o poder de compra da população, especialmente para quem tem salários mais baixos.
Meta de Inflação e o Teto de 4,50%
Desde o início de 2025, o sistema de meta contínua de inflação busca manter o índice em 3%, com variação considerada dentro da meta entre 1,50% e 4,50%. A projeção de mercado para 2026, de 4,71%, excede esse teto. Esta é a primeira vez desde maio do ano anterior que o mercado estima que a meta de inflação será estourada em 2026. Caso confirmada, a projeção para este ano será inferior à registrada no ano passado, quando o IPCA somou 4,26%.