Defesa de cardiologista preso após morte de fisioterapeuta em Campo Grande pede liberdade via habeas corpus
A defesa do cardiologista João Jazbik Neto, preso preventivamente após a morte da fisioterapeuta Fabíola Marcotti em Campo Grande (MS), anunciou que entrará com um pedido de habeas corpus nesta quinta-feira (22). O médico é investigado por posse irregular de armas e fraude processual, mas a defesa alega que a prisão preventiva é injustificada. Fabíola foi encontrada morta com um tiro na cabeça na residência do casal, e João afirmou à polícia que a esposa teria tirado a própria vida.
Prisão preventiva e alegações da defesa
João Jazbik Neto foi preso na terça-feira (21) após a polícia encontrar armas sem documentação em sua residência, localizada na região da Chácara dos Poderes. O advogado José Trad, representante do médico, argumentou que a prisão preventiva não se justifica, uma vez que João possui registro como colecionador de armas e que a acusação de fraude processual não impediu o andamento das investigações. 'Todos os exames já foram realizados e a ordem natural do processo deve ser respeitada', afirmou Trad, destacando que a defesa será contestada em todos os aspectos.
Investigação da morte de Fabíola Marcotti
A fisioterapeuta Fabíola Marcotti foi encontrada morta na segunda-feira (18), com um tiro na cabeça, dentro da residência do casal. João acionou a polícia e declarou que a esposa teria cometido suicídio. No entanto, a 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) identificou divergências nos depoimentos do médico, de suspeitos e de testemunhas, o que levou à abertura de um inquérito para investigar as circunstâncias da morte. A polícia ainda não confirmou se há indícios de homicídio.