Nova York propõe imposto sobre imóveis de luxo de não residentes para cobrir déficit bilionário
Prefeito Zohran Mamdani e governadora Kathy Hochul apresentaram proposta de imposto sobre propriedades secundárias avaliadas em mais de US$ 5 milhões, pertencentes a não residentes. A medida visa gerar US$ 500 milhões anuais para reduzir déficit orçamentário de US$ 2,2 bilhões em 2026. Críticos, incluindo Donald Trump, classificam a iniciativa como prejudicial à cidade.
Detalhes da proposta e impacto financeiro
A proposta de imposto, denominada 'pied-à-terre tax', incidirá sobre propriedades secundárias em Nova York avaliadas em mais de US$ 5 milhões, cujos proprietários não residam na cidade. Segundo o escritório do prefeito, a medida deve gerar US$ 500 milhões em receita anual. O déficit orçamentário projetado para 2026 é de US$ 2,2 bilhões, com perspectiva de atingir US$ 10,4 bilhões em 2027, conforme relatório do controlador da cidade, Mark Levine. A implementação do imposto depende de aprovação legislativa.
Reações e controvérsias
A proposta gerou reações imediatas, incluindo críticas de figuras como o ex-presidente Donald Trump, que possui propriedades na cidade. Trump classificou a medida como 'destrutiva' para Nova York em publicação na rede Truth Social. O CEO da Citadel, Ken Griffin, também pode ser afetado, após adquirir um penthouse em Midtown por US$ 238 milhões em 2019. Defensores da proposta argumentam que o imposto é necessário para equilibrar o orçamento municipal.