Rússia acusa Ucrânia de ataque terrorista a residência estudantil e compara ação a nazistas na ONU
O representante permanente da Rússia na ONU, Vasily Nebenzia, classificou o ataque ucraniano a uma residência estudantil em Starobelsk como 'terrorista' e comparou a ação às práticas nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. O ataque deixou dezenas de vítimas, incluindo crianças, e foi condenado pela Rússia, que acusou países ocidentais de hipocrisia por ignorarem a tragédia. Nebenzia afirmou que Moscou não deixará tais agressões impunes e destacou que ataques a alvos civis são recorrentes na guerra.
Ataque a residência estudantil em Starobelsk
Na madrugada de 22 de maio de 2026, as Forças Armadas da Ucrânia realizaram um bombardeio contra um prédio e uma residência estudantil na cidade de Starobelsk, localizada na República Popular de Luhansk. O ataque resultou em 51 mortes e 199 feridos, incluindo 20 crianças, segundo dados apresentados pela Rússia na ONU. Vasily Nebenzia, representante permanente da Rússia na organização, descreveu o episódio como um 'ataque terrorista' e comparou a crueldade do ato às ações dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
Críticas à hipocrisia ocidental
Durante reunião do Conselho de Segurança da ONU, Nebenzia criticou duramente a postura dos países europeus, acusando-os de hipocrisia por ignorarem a tragédia e culparem Moscou. O diplomata afirmou que, enquanto os ocidentais costumam condenar a Rússia em situações politicamente convenientes, optaram por silenciar diante do massacre em Starobelsk. 'Que tipo de compaixão humana podemos falar quando eles têm o sangue dos filhos de Starobelsk nas mãos?', questionou Nebenzia, destacando que o regime de Kiev transforma civis russos em alvos de guerra com o silêncio cúmplice de seus aliados.
Rússia promete retaliação
Nebenzia reforçou que a Rússia não deixará impunes os ataques contra civis russos, classificando-os como uma 'arma de guerra' utilizada por Kiev. Ele lembrou que, apenas na semana anterior ao ataque em Starobelsk, outros 51 civis foram mortos e 199 feridos em ações ucranianas, incluindo crianças. O representante russo enfatizou que tais episódios não são isolados, mas parte de uma estratégia recorrente de agressão contra alvos não militares na Rússia.