Índia desiste de exigir pré-instalação do app Aadhaar em celulares da Apple e Samsung
O governo da Índia abandonou a proposta de obrigar fabricantes como Apple e Samsung a pré-instalar o aplicativo de identificação biométrica Aadhaar em smartphones vendidos no país. A decisão foi comunicada pela Autoridade Única de Identificação da Índia (UIDAI) após forte oposição das empresas de tecnologia, que alegaram preocupações com segurança, compatibilidade e aumento de custos.
Contexto e decisão do governo indiano
A Autoridade Única de Identificação da Índia (UIDAI) anunciou na sexta-feira (18) a desistência da proposta que exigiria a pré-instalação obrigatória do aplicativo Aadhaar em dispositivos móveis vendidos no país. A medida, discutida desde janeiro, enfrentou resistência de fabricantes como Apple e Samsung. Esta foi a sexta tentativa do governo indiano em dois anos de implementar a obrigatoriedade de aplicativos estatais em smartphones, todas rejeitadas pelo setor.
Preocupações das fabricantes de smartphones
As empresas de tecnologia levantaram questões sobre segurança, compatibilidade dos dispositivos e aumento de custos de produção caso a medida fosse aprovada. Documentos revisados pela Reuters indicam que as fabricantes alertaram para possíveis impactos negativos na experiência do usuário e na privacidade dos dados. O Ministério da Tecnologia da Informação da Índia realizou consultas com as partes interessadas antes de decidir não prosseguir com a proposta.
Sobre o Aadhaar
O Aadhaar é um sistema de identificação biométrica que atribui um número único de 12 dígitos vinculado às impressões digitais e escaneamento de íris de cada cidadão. Utilizado por cerca de 1,34 bilhão de residentes indianos, o sistema é empregado em serviços bancários, telecomunicações e verificações em aeroportos. A UIDAI justificou a proposta como uma forma de facilitar o acesso da população ao sistema, mas não obteve apoio do Ministério da Tecnologia da Informação.