Na Hong-jin lança 'Hope': Ação, humor e efeitos visuais dividem crítica em Cannes 2026
O diretor sul-coreano Na Hong-jin, conhecido por 'The Wailing' (2016), estreia 'Hope' no Festival de Cannes 2026, misturando ação intensa, humor irreverente e efeitos visuais polêmicos. O filme, aguardado há uma década, é descrito como uma obra de gênero indefinível, com cenas de tiroteios caóticos e CGI criticado, mas elogiado por sua originalidade e ritmo acelerado.
Recepção e estilo do filme
'Hope' é a primeira obra de Na Hong-jin desde 'The Wailing', filme que se tornou cult por sua atmosfera de horror sobrenatural e narrativa enigmática. Desta vez, o diretor abandona o terror psicológico em favor de uma abordagem mais explosiva, combinando elementos de ação, comédia e fantasia. A crítica destaca a ousadia da proposta, mas aponta inconsistências nos efeitos visuais, descritos como 'ruins' em algumas sequências. Ainda assim, o filme é celebrado por seu humor escrachado e coreografias de ação criativas, que lembram o estilo caótico de diretores como John Woo e Takashi Miike.
Expectativas e legado de Na Hong-jin
Fãs do diretor aguardavam 'Hope' com expectativa desde 2016, quando 'The Wailing' consolidou Na Hong-jin como um dos nomes mais originais do cinema asiático. O novo filme, no entanto, surpreende ao abandonar o tom sombrio de suas obras anteriores em favor de uma narrativa mais leve e frenética. A Variety descreve a obra como 'um tumulto de humor grosseiro, CGI questionável e ação brilhante', reforçando a capacidade do diretor de subverter expectativas. 'Hope' é visto como um experimento arriscado, mas que reforça a versatilidade de Na Hong-jin em explorar diferentes gêneros cinematográficos.