Palestina e Saara Ocidental: Direito Internacional ignora ocupações coloniais enquanto potências protegem Israel e Marrocos
Povos da Palestina e do Saara Ocidental enfrentam ocupações militares prolongadas, colonização territorial e repressão sistemática, com o Direito Internacional sendo aplicado de forma seletiva. Israel e Marrocos, apoiados por potências como os EUA, mantêm políticas coloniais no século XXI, incluindo assentamentos ilegais, muros de segregação e criminalização da identidade nacional, enquanto a comunidade internacional exige moderação dos povos ocupados.
Padrões coloniais e violações sistemáticas
A Palestina e o Saara Ocidental representam dois dos processos coloniais mais prolongados da atualidade, ambos reconhecidos pelo Direito Internacional como titulares do direito à autodeterminação. No entanto, enquanto os povos ocupados são pressionados a adotar moderação, Israel e Marrocos seguem impunes em suas políticas de ocupação militar, colonização territorial e repressão. Na Palestina, o muro do apartheid, os assentamentos ilegais e o bloqueio à Faixa de Gaza exemplificam um projeto de substituição demográfica e confinamento. No Saara Ocidental, o 'Muro da Vergonha', construído por Marrocos com apoio de Israel, estende-se por 2.700 quilômetros e cumpre função semelhante, fragmentando o território e controlando a população.
Hipocrisia internacional e blindagem política
O Direito Internacional é frequentemente invocado de forma seletiva quando se trata da Palestina e do Saara Ocidental. Enquanto Israel e Marrocos são protegidos por potências como os Estados Unidos, os povos ocupados enfrentam exigências de paciência e resignação. A ocupação marroquina do Saara Ocidental, iniciada em 1975, nunca foi legitimada juridicamente, mas segue impune. Na Palestina, a ocupação israelense persiste com assentamentos coloniais, transferência populacional e prisões arbitrárias, sem que haja consequências significativas para os ocupantes.