São Paulo registra aumento de temperatura acima da média global nos últimos 125 anos
Estudo do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP revela que as temperaturas mínima e máxima em São Paulo subiram 2,8 °C e 2,4 °C, respectivamente, desde 1900, superando a média global de 1,2 °C. O fenômeno da ilha de calor urbana, causado pela substituição de vegetação por asfalto e concreto, é apontado como principal fator para o aquecimento acelerado na capital paulista.
Ilha de calor urbana intensifica aquecimento em São Paulo
Pesquisadores do Centro para Segurança Hídrica e Alimentar em Zonas Críticas analisaram dados de satélites do programa Landsat, da NASA, entre 2013 e 2025, em 70 cidades do estado de São Paulo. Os resultados mostraram que a temperatura de superfície nas áreas urbanizadas mais críticas da Grande São Paulo chega a 60 °C no verão, enquanto regiões com maior cobertura vegetal e corpos d’água registram até 25 °C. A diferença térmica média entre as zonas mais quentes e mais frias varia entre 7 °C e 12 °C durante o verão.
Concentração de ilhas de calor no nordeste paulista
O estudo identificou uma maior concentração de ilhas de calor na região nordeste do estado de São Paulo, onde o fenômeno é agravado pela urbanização intensa e pela redução de áreas verdes. A substituição de vegetação por materiais como asfalto e concreto contribui para o aumento da retenção de calor, elevando as temperaturas locais de forma desproporcional em relação à média global.