Mercado financeiro eleva projeção de inflação para acima de 5% em 2026 com alta do petróleo e guerra no Oriente Médio
Economistas do mercado financeiro revisaram a projeção de inflação para 2026, ultrapassando a marca de 5% pela décima primeira semana consecutiva. A alta é impulsionada pelo aumento dos preços do petróleo, que atingiram quase US$ 95 devido à guerra no Oriente Médio, pressionando os custos de combustíveis e impactando a economia brasileira. As estimativas para os anos seguintes também foram ajustadas, com 4,01% para 2027 e manutenção de 3,65% para 2028 e 3,50% para 2029.
Impacto da alta do petróleo e da guerra no Oriente Médio
A guerra no Oriente Médio provocou um aumento significativo nos preços do petróleo, que operam próximos a US$ 95 nesta segunda-feira (25). Esse cenário tem potencial para pressionar a inflação brasileira, especialmente por meio do aumento dos preços dos combustíveis. Setores da indústria que utilizam derivados de petróleo como matéria-prima também são diretamente afetados, elevando os custos de produção e, consequentemente, os preços finais para o consumidor.
Projeções de inflação e metas do Banco Central
As projeções para a inflação em 2026 subiram de 4,92% para 5,04%, segundo o Boletim Focus do Banco Central, que compila expectativas de mais de 100 instituições financeiras. Para 2027, a estimativa avançou de 4% para 4,01%, enquanto as previsões para 2028 e 2029 permaneceram em 3,65% e 3,50%, respectivamente. Desde 2025, o Brasil adota um sistema de meta contínua para a inflação, com objetivo de mantê-la em 3%, considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.
Perspectivas para a taxa Selic e atividade econômica
Apesar do aumento nas projeções de inflação, o mercado financeiro manteve a expectativa de queda na taxa Selic, atualmente em 14,50% ao ano. A estimativa para o fim de 2026 permaneceu em 13,25% ao ano, com reduções previstas ao longo do período. Para 2027 e 2028, as projeções são de 11,25% e 10% ao ano, respectivamente. Em relação ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a previsão para 2026 foi ajustada de 1,85% para 1,8%.
Consequências para a população
O aumento da inflação reduz o poder de compra da população, especialmente para aqueles com salários mais baixos, uma vez que os preços sobem sem que haja um reajuste proporcional nos rendimentos. Esse cenário pode agravar a desigualdade econômica e impactar o consumo, afetando diversos setores da economia.