Jamie Dimon alerta: dólar pode perder status de moeda de reserva global se EUA perderem força econômica e militar
O CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, afirmou que o dólar pode perder seu status como moeda de reserva global caso os Estados Unidos não mantenham sua dominância econômica e militar. Ele destacou a dependência dos EUA em relação à China para materiais críticos e a falta de capacidade produtiva para sustentar uma guerra prolongada, como a atual crise no Irã.
Dependência de adversários e riscos geopolíticos
Dimon criticou a dependência dos EUA em relação à China para materiais estratégicos, como terras raras, alumínio e certos tipos de aço. Segundo ele, essa vulnerabilidade deveria ter sido identificada há 10 ou 15 anos. "Não podemos depender da China para isso, não podemos permitir comportamentos mercantilistas", afirmou. O CEO também apontou a guerra no Irã como exemplo da falta de capacidade produtiva dos EUA para sustentar um conflito prolongado, destacando que isso representa um risco à segurança nacional.
Dólar como moeda de reserva e cenário futuro
Atualmente, o dólar responde por cerca de 57% das reservas cambiais globais, uma queda em relação aos 70% registrados no início do século. Dimon alertou que, se os EUA não mantiverem sua força militar e econômica nos próximos 25 anos, o dólar poderá perder seu status de moeda de reserva. "O mundo se fragmentará, e isso será muito perigoso para nós", disse. Embora sanções financeiras, como o congelamento de ativos do Banco Central da Rússia após a invasão da Ucrânia em 2022, tenham levantado preocupações sobre uma possível fuga do dólar, pesquisas do Federal Reserve não identificaram uma mudança significativa nas reservas em dólares desde então.