CIA monta força-tarefa para desestabilizar governo de Cuba, revela jornal
O jornal 'The New York Times' revelou que a CIA criou uma força-tarefa com o objetivo de desestabilizar o governo de Cuba. A operação visa dividir a elite política cubana e pressionar por mudanças políticas e econômicas alinhadas aos interesses dos Estados Unidos. A crise energética na ilha, agravada por apagões frequentes, é apontada como um dos fatores que motivam a ação.
Objetivos e estratégias da força-tarefa
Segundo o 'The New York Times', a força-tarefa da CIA tem como meta recrutar espiões e coordenar agentes de operações cibernéticas para pressionar a substituição de líderes cubanos considerados 'linha-dura' por nomes mais pragmáticos. Esses novos líderes seriam mais abertos a negociar com os Estados Unidos e implementar reformas políticas e econômicas exigidas pelo governo de Donald Trump. A ação ocorre em um contexto de grave crise em Cuba, marcada por racionamento e instabilidade energética.
Crise energética agrava situação em Cuba
Cuba enfrenta uma crise sem precedentes em 2026, com sete apagões registrados em todo o país apenas neste ano. Mesmo fora desses eventos, quedas de energia são frequentes, afetando a rotina da população. Moradores relatam viver com apenas uma a quatro horas de energia elétrica por dia, seguidas de períodos de até 40 horas sem luz. A situação levou muitos cubanos a adaptarem suas rotinas, como cozinhar à noite ou carregar dispositivos durante madrugadas. A rede elétrica cubana, deteriorada há décadas, sofre com a falta de investimentos, agravada pelo embargo econômico imposto pelos Estados Unidos desde 1962. O governo cubano atribui a crise às sanções americanas, que dificultam a substituição de equipamentos antigos e a importação de petróleo.
Interferência externa e impacto na população
Desde o início de 2026, os Estados Unidos intensificaram ações contra Cuba, incluindo a interceptação de navios que transportavam petróleo para a ilha. A força-tarefa da CIA surge como mais uma medida de pressão, em um momento em que a população cubana enfrenta dificuldades cotidianas, como a escassez de alimentos e a instabilidade no fornecimento de energia. A crise energética, combinada com a instabilidade política, aumenta a vulnerabilidade do governo cubano às ações externas.