Estudos revelam alta incidência de lesões físicas e fadiga ocular em jogadores de eSports
Pesquisas indicam que 56% dos jogadores de eSports nos EUA sofrem de fadiga ocular, enquanto 30,96% de jogadores brasileiros relataram lesões nos últimos 12 meses. O cenário competitivo é marcado por movimentos repetitivos e longas jornadas de treino, resultando em problemas musculares e sobrecarga na coluna.
Dados de incidência e tipos de lesões
Estudos publicados em periódicos como BMJ Open Sport & Exercise Medicine e Scientific Reports quantificam os problemas físicos no cenário competitivo. Nos Estados Unidos, um estudo com 65 jogadores identificou 56% de casos de fadiga ocular, 42% de dores no pescoço e nas costas, 36% de dores no pulso e 32% de dores na mão. No Brasil, uma análise com 365 jogadores revelou que 28,49% apresentavam dores no pulso, 20% nas costas, 18,35% nas mãos e 15,89% nos dedos. O estudo brasileiro destacou que 30,96% dos jogadores relataram alguma lesão nos últimos 12 meses, embora apenas 2% dos jogadores analisados nos EUA tenham buscado ajuda médica.
Causas e fatores de risco
As lesões são atribuídas a movimentos rápidos e repetitivos (entre 500 a 600 movimentos por minuto) e volumes de treino que variam de 5 a 10 horas diárias. A fadiga ocular é causada pela exposição prolongada a telas de LED, que emitem luz na faixa azul (400–490 nm), danificando os fotorreceptores. A sobrecarga na coluna vertebral é resultado de posturas estáticas e incorretas durante longos períodos sentados.
Ações preventivas e desafios do setor
Organizações de eSports já integram profissionais de saúde, como fisioterapeutas, em suas estruturas desde 2020. Contudo, a Mayo Clinic aponta que a jornada de treinos exaustiva, o sedentarismo e a privação de sono continuam sendo problemas frequentes, mantendo a recorrência de lesões e riscos metabólicos e cardiovasculares entre os profissionais.