Computação quântica não substituirá notebooks, mas revolucionará áreas específicas, afirmam especialistas
A computação quântica, baseada em fenômenos da mecânica quântica como a superposição, surge como alternativa para resolver problemas que supercomputadores tradicionais não conseguem solucionar em tempo útil. Apesar do potencial, a tecnologia não substituirá dispositivos cotidianos como notebooks ou smartphones.
Limitações dos supercomputadores impulsionam pesquisa quântica
Os computadores modernos são essenciais para prever fenômenos naturais, administrar sistemas financeiros, treinar inteligências artificiais e simular novos medicamentos. No entanto, alguns problemas exigem cálculos tão complexos que mesmo os supercomputadores mais avançados levariam anos para resolvê-los. Segundo Marcelo Finger, professor de Ciência da Computação da USP, essa limitação motivou a busca por uma nova forma de computação, baseada em princípios da mecânica quântica, como a superposição de estados.
Superposição quântica: a base da computação do futuro
A computação quântica explora o fenômeno da superposição, onde uma partícula pode estar em múltiplos estados simultaneamente até ser medida. Segundo Finger, a proposta é realizar várias computações ao mesmo tempo e, posteriormente, separá-las por mecanismos específicos, acelerando drasticamente o processamento. Ivan Oliveira, coordenador do Laboratório de Tecnologias Quânticas (QuantumTec) do CBPF, reforça que a tecnologia utiliza fenômenos do domínio quântico, observados em condições muito específicas, para enfrentar desafios inalcançáveis aos computadores clássicos.