Flávio Bolsonaro inicia audiências nos EUA sobre tarifaço e aliados pedem moderação para evitar desgaste eleitoral
O pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, chegou aos Estados Unidos para participar de audiências públicas sobre a proposta de tarifa extra de 25% nas exportações brasileiras. Aliados recomendam que ele evite repetir o tom político da carta enviada anteriormente e foque na defesa do país, visando atrair o eleitorado independente.
Contexto das audiências e estratégia eleitoral
Flávio Bolsonaro iniciou nesta segunda-feira (6) uma série de audiências públicas em Washington, organizadas pelo escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR), para discutir a recomendação de aplicação de uma tarifa extra de 25% sobre produtos brasileiros exportados para os EUA. O senador, pré-candidato do PL à Presidência em 2026, busca apresentar argumentos contra a medida, que tem gerado tensão entre os dois países. Aliados do senador alertam que o tom político adotado em uma carta enviada anteriormente aos EUA pode prejudicar sua imagem junto ao eleitorado independente. Segundo interlocutores, Flávio precisa evitar 'escorregões' e focar em uma defesa técnica e institucional do Brasil, em vez de reforçar divisões políticas. A estratégia visa ampliar seu apoio além do eleitorado bolsonarista, considerado insuficiente para garantir a vitória nas eleições.
Paulo Figueiredo desiste de participar e envia contribuição por escrito
O influenciador Paulo Figueiredo, aliado de Flávio Bolsonaro, anunciou que não comparecerá às audiências públicas, apesar de estar inscrito. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que a semana deve ser dedicada exclusivamente ao senador, destacando que 'é Flávio quem precisa brilhar'. Figueiredo enviou suas posições por escrito, uma decisão que trouxe alívio aos aliados do pré-candidato no Brasil. Eles temiam que o tom 'explosivo' do influenciador pudesse gerar críticas adicionais ao governo Lula e prejudicar a imagem de Flávio durante as audiências.
Reações e expectativas para as audiências
A presença de Flávio Bolsonaro nos EUA ocorre em um momento delicado, com o governo brasileiro buscando reverter a proposta de tarifaço. A carta enviada pelo senador aos EUA semanas atrás foi classificada por aliados como 'munição para Lula', reforçando a necessidade de uma abordagem mais moderada durante as audiências. O senador já havia declarado que defenderia o Pix e outros interesses nacionais, mas agora enfrenta o desafio de equilibrar sua posição política com as demandas técnicas do debate comercial.