AGs Estaduais Desafiam Consolidação da Mídia Pós-Federal
Promotores-Gerais estaduais estão assumindo um papel central na fiscalização antitruste após o governo federal reduzir sua atuação em fusões corporativas.
A Ascensão dos AGs na Defesa da Concorrência
Promotores-Gerais de estados americanos estão se tornando a última linha de defesa contra a consolidação da mídia, que ameaça remodelar Hollywood e emissoras de TV locais. Historicamente atuando em conjunto com órgãos federais como o Departamento de Justiça (DOJ) e a Federal Trade Commission (FTC), os AGs estaduais sentem que o governo federal está 'se retirando de seu papel tradicional', segundo Rob Bonta, Promotor-Geral da Califórnia. Essa mudança de cenário força os AGs estaduais a ter um papel mais proeminente na decisão de se grandes negócios nos EUA irão reduzir a concorrência e prejudicar os consumidores.
Grandes Fusões Sob Exame
Entre as fusões sob escrutínio estão a de US$ 6,2 bilhões da Nexstar e Tegna, que formou uma gigante de TV local alcançando 80% dos lares americanos, e a aquisição pendente da Paramount por US$ 110 bilhões da Warner Bros. Discovery. Esta última poderia eliminar ou reduzir um dos grandes estúdios dos EUA e consolidar organizações históricas de notícias, como a CBS News e a CNN, sob um único proprietário. No caso da Nexstar-Tegna, a DirecTV e promotores-gerais estaduais liderados pela Califórnia e Nova York entraram com ações para bloquear o negócio, alertando para 'aumento irreparável nos custos ao consumidor, redução da concorrência local, fechamento de redações locais e aumento da frequência e duração de apagões de conteúdo de equipes locais importantes e programação de rede'. Apesar da aprovação federal pelo DOJ e FCC e do fechamento imediato, um juiz suspendeu a fusão Nexstar-Tegna com uma ordem de restrição temporária e ouvirá argumentos em breve, um movimento que especialistas acreditam que pode encorajar os AGs estaduais a serem mais agressivos em relação à Paramount-WBD.