Universal Music Group rejeita oferta de US$ 64,4 bilhões de aquisição da Pershing Square
O Universal Music Group (UMG) rejeitou uma proposta de aquisição no valor de US$ 64,4 bilhões feita pela Pershing Square, de Bill Ackman. O conselho da UMG considerou a oferta 'fundamentalmente subvalorizada' e contrária aos interesses dos acionistas, artistas e demais stakeholders. A empresa anunciou planos para monetizar metade de sua participação na Spotify e aumentar seu programa de recompra de ações.
Detalhes da rejeição e posicionamento do conselho
O conselho do Universal Music Group (UMG) rejeitou por unanimidade a proposta de aquisição de US$ 64,4 bilhões apresentada pela Pershing Square, de Bill Ackman. Segundo comunicado, a oferta foi considerada 'não alinhada aos melhores interesses da UMG, seus acionistas, artistas, compositores, funcionários e outros stakeholders'. A Pershing Square argumentou que a proposta subvalorizava a empresa e não garantiria a criação de valor superior. A presidente do conselho, Sherry Lansing, reforçou a confiança na liderança do CEO Sir Lucian Grainge e na estratégia atual da companhia para crescimento sustentável.
Planos futuros e estratégia de recompra de ações
Após a rejeição, o UMG anunciou a intenção de monetizar metade de sua participação na Spotify para financiar um aumento no programa de recompra de ações. Em abril, o conselho autorizou um aumento no programa de recompra para €1 bilhão, com planos de iniciar uma nova rodada de €500 milhões após a conclusão de outra já em andamento. A empresa destacou que a recompra está sujeita a condições de mercado e aprovação dos acionistas. Sir Lucian Grainge enfatizou o compromisso da UMG em liderar a indústria musical, promovendo criatividade humana, protegendo artistas e expandindo oportunidades de crescimento.