Chefe do PCC Gerson Palermo é transferido para presídio federal de segurança máxima em Campo Grande
Gerson Palermo, um dos principais líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi transferido para a Penitenciária Federal em Campo Grande após ser capturado na Bolívia e expulso do país. Palermo estava foragido há seis anos e é considerado um dos traficantes mais procurados do Brasil. Ele cumprirá regime de isolamento inicial de 20 dias antes de ser integrado ao sistema prisional federal.
Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) e condições da cela
Ao chegar à Penitenciária Federal em Campo Grande, Gerson Palermo foi submetido ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), conhecido como 'quarentena'. Durante 20 dias, ele permanecerá em isolamento para avaliação interna. Após esse período, será transferido para um pavilhão, onde terá direito a banho de sol por até duas horas diárias, em grupos de no máximo 12 presos. As visitas são limitadas a três horas por semana, e o atendimento de advogados é restrito a uma hora semanal. Cada cela no presídio federal possui 7 m², construída com concreto reforçado e revestida de aço. Os presos passam entre 22 e 23 horas diárias dentro do recinto, que inclui cama com colchão, sanitário, pia, chuveiro e banco.
Contexto da prisão e histórico criminal
Gerson Palermo foi capturado na Bolívia após seis anos foragido e é considerado um dos principais líderes do PCC, uma das maiores facções criminosas do Brasil. Sua prisão é resultado de uma operação conjunta entre autoridades brasileiras e bolivianas. Palermo era um dos traficantes mais procurados pelo Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e sua transferência para o presídio federal reforça o rigor no cumprimento de sua pena.