Custos com cuidados de idosos consomem herança da 'Grande Transferência de Riqueza' nos EUA
A chamada 'Grande Transferência de Riqueza', estimada em trilhões de dólares dos baby boomers para as gerações X e millennials, está sendo drasticamente reduzida pelos altos custos com cuidados de longo prazo para idosos. Despesas com unidades de memória e assistência especializada podem ultrapassar US$ 17 mil mensais, esgotando economias de uma vida em poucos anos. Além do impacto financeiro, a responsabilidade recai majoritariamente sobre mulheres, gerando perdas salariais e previdenciárias estimadas em US$ 295 mil ao longo da vida.
Impacto financeiro e emocional
O caso de Zach Hefferen ilustra a realidade enfrentada por muitas famílias: seu pai, diagnosticado com demência, teve suas economias quase totalmente consumidas em 16 meses de internação em uma unidade de memória, com custos mensais de US$ 17 mil. Além do prejuízo financeiro, a situação impõe um fardo emocional e profissional, especialmente para filhas que assumem o papel de cuidadoras. Estima-se que mulheres americanas percam, em média, US$ 295 mil em salários e benefícios previdenciários ao longo da vida devido a essa responsabilidade não remunerada.
Alternativas no exterior
Diante dos altos custos nos EUA, algumas famílias buscam soluções no exterior. Peter e Rita Millard, por exemplo, residem em uma instituição de cuidados para idosos no norte da Tailândia, onde a média mensal de despesas é de US$ 1.914 — significativamente menor que nos Estados Unidos. O país asiático tem se tornado um destino popular para aposentados estrangeiros em busca de serviços de qualidade a preços mais acessíveis.