Idoso resgatado após quase um ano em condições análogas à escravidão no Paraná
Um idoso de 69 anos foi resgatado em Ponta Grossa, Paraná, após passar quase um ano em situação análoga à escravidão. Ele trabalhava 24 horas por dia como vigilante, dormia na cabine de um caminhão e recebia R$ 400 semanais sem direitos trabalhistas básicos. O caso foi investigado pela Secretaria de Inspeção do Trabalho, Ministério do Trabalho e Emprego e Polícia Federal.
Condições degradantes de trabalho
O idoso, natural de Tibagi, foi encontrado em condições extremas de degradação humana. Ele atuava como vigilante em uma empresa de venda e locação de carros e máquinas, sem contrato formal ou carteira assinada. Não tinha direito a folgas, dormia na cabine de um caminhão e precisava sair correndo para comprar alimentos em um mercado próximo, já que era responsável pela segurança ininterrupta da empresa. Além disso, não havia água encanada disponível no local, e as condições de higiene eram precárias.
Resgate e investigação
O resgate ocorreu no dia 27 de maio de 2026, após investigações conduzidas pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Polícia Federal (PF). O idoso foi encaminhado a um abrigo e recebeu atendimento médico e assistencial. As autoridades destacaram que, embora não houvesse restrição física de liberdade ou violência direta, o caso configurava exploração laboral em contexto de intensa vulnerabilidade social.