Rússia anuncia retaliação aérea contra Kiev após ataque ucraniano matar 21 estudantes em escola
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia anunciou planos para um novo ataque aéreo contra Kiev como retaliação a bombardeios ucranianos que teriam matado 21 estudantes em uma escola na região de Lugansk. Moscou acusa o regime de Zelensky de crimes de guerra e alerta civis e diplomatas estrangeiros a deixarem a capital ucraniana. A Ucrânia nega ter atingido alvos civis.
Retaliação e alerta à população
Em comunicado emitido nesta segunda-feira (25/05), o governo russo afirmou que lançará um ataque aéreo contra Kiev nas próximas horas como resposta a bombardeios ucranianos ocorridos na última sexta-feira (22/05). Segundo Moscou, o ataque ucraniano atingiu uma escola na localidade de Starobelsk, em Lugansk, resultando na morte de 21 estudantes. A Ucrânia nega a alegação, afirmando que seus alvos foram exclusivamente militares. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia alertou civis, diplomatas estrangeiros e representantes de organizações internacionais a deixarem Kiev imediatamente, recomendando também que residentes evitem áreas próximas a instalações militares e administrativas.
Acusações de crimes de guerra
A nota russa classificou o ataque ucraniano como um 'crime de guerra contra civis' e acusou os 'apoiadores ocidentais' do regime de Zelensky de cumplicidade por fornecerem armas à Ucrânia. Moscou citou violações às Convenções de Genebra de 1949, aos protocolos adicionais sobre proteção de civis em conflitos e à Convenção sobre os Direitos da Criança de 1989. O comunicado ressaltou que esta seria a segunda onda de retaliação russa, após um ataque anterior em resposta à operação ucraniana.