Bolívia pede ajuda ao Brasil em meio a crise econômica e protestos contra políticas neoliberais
O governo da Bolívia solicitou formalmente apoio ao Brasil para enfrentar crise econômica agravada por pacote de medidas neoliberais. Protestos liderados pela Confederação Operária Boliviana (COB) exigem a renúncia do presidente Rodrigo Paz. Senado boliviano aprovou projeto para revogar Lei do Estado de Emergência, o que ampliaria os poderes do presidente sobre forças de segurança.
Contexto da crise e pedido de ajuda
A Bolívia enviou um pedido formal de ajuda ao Brasil em meio a uma crise econômica desencadeada por um pacote de medidas neoliberais adotadas pelo governo do presidente Rodrigo Paz no início de 2026. Segundo o governo boliviano, os protestos populares, iniciados em 1º de maio, são os principais responsáveis pelo desabastecimento no país. No entanto, a Confederação Operária Boliviana (COB), que lidera os atos, atribui a crise ao fim do subsídio aos combustíveis e outras políticas econômicas implementadas por Paz. O Itamaraty analisa a solicitação, que inclui o empréstimo de um avião para auxiliar na distribuição de alimentos em regiões afetadas.
Protestos e reação do governo boliviano
Os protestos na Bolívia começaram com pedidos de diálogo com o governo, mas evoluíram para a exigência de renúncia do presidente Rodrigo Paz após a recusa em reverter as medidas neoliberais. Em resposta, o Senado boliviano aprovou um projeto para revogar a Lei do Estado de Emergência, que atualmente limita os poderes do presidente. Caso a revogação seja confirmada pela Câmara dos Deputados, Paz terá maior controle sobre as forças de segurança, o que preocupa movimentos populares e organizações de direitos humanos. Grupos ultraconservadores e setores empresariais apoiam a medida, alegando necessidade de maior estabilidade.