Estudo da Unesp e NASA mapeia destruição global por enchentes em 2025 com 4,2 mil mortes e prejuízo de US$ 28 bilhões
Pesquisadores da Unesp, em parceria com o Cemaden e a NASA, divulgaram estudo que mapeou as inundações globais de 2025. O levantamento revelou 4,2 mil mortes e prejuízos de US$ 28 bilhões. Apesar de menor exposição a enchentes devido ao enfraquecimento do El Niño, os cientistas alertam para a persistência da crise ambiental. A pesquisa combinou modelos computacionais de rios e monitoramento por satélite para identificar áreas de risco elevado.
Metodologia e resultados do estudo
O estudo internacional, publicado na revista Nature Reviews Earth & Environment, utilizou modelos computacionais de rios e dados do Global Land Data Assimilation System (GLDAS) da NASA para mapear as inundações globais de 2025. Os pesquisadores compararam o nível máximo alcançado por cada rio no ano com o histórico dos últimos 22 anos, classificando áreas que ultrapassaram níveis associados a enchentes graves como zonas de risco elevado. Esses dados foram cruzados com a densidade populacional e registros do banco de dados EM-DAT, da Universidade de Louvain, para calcular a exposição humana real ao perigo. O resultado apontou 4,2 mil mortes e prejuízos econômicos de US$ 28 bilhões em decorrência dos desastres hidrológicos.
Impacto das mudanças climáticas e alertas futuros
Embora 2025 tenha registrado uma das menores exposições a enchentes das últimas duas décadas, devido ao enfraquecimento temporário do El Niño, os cientistas enfatizam que a crise ambiental não retrocedeu. O pesquisador Enner Alcântara, um dos autores do estudo, destacou que a tecnologia de satélites é crucial para subsidiar sistemas de alerta e prevenção de riscos, especialmente em regiões sem monitoramento terrestre. O trabalho serve como ferramenta para antecipar cenários de risco e mitigar impactos de eventos climáticos extremos no futuro.