Marinha de Israel intercepta flotilha humanitária rumo a Gaza e sequestra quatro brasileiros
Quatro brasileiros foram sequestrados por forças israelenses durante a interceptação da Global Sumud Flotilha, que buscava romper o bloqueio a Gaza. A ação ocorreu em águas internacionais, a 250 milhas náuticas da Faixa de Gaza, e os ativistas foram transferidos para uma prisão flutuante. A organização humanitária denunciou violência física e sexual durante detenções anteriores.
Detalhes da interceptação
Navios de guerra da Marinha israelense interceptaram a Global Sumud Flotilha nesta segunda-feira (18/05), a 250 milhas náuticas de Gaza, na zona de Busca e Salvamento (SAR) do Chipre. A flotilha, composta por 54 embarcações civis, partiu de Marmaris com o objetivo de estabelecer um corredor humanitário para Gaza. Quatro brasileiros estavam a bordo: Ariadne Teles (coordenadora da Global Sumud Brasil), Beatriz Moreira de Oliveira (militante do Movimento Atingidos por Barragens), Thainara Rogério (brasileira com cidadania espanhola) e Cássio (médico pediatra). Segundo a organização, os ativistas foram transferidos para uma 'prisão flutuante' e, posteriormente, para o porto de Ashdod.
Denúncias de violência e ilegalidade
A Global Sumud Flotilha denunciou que, durante uma interceptação anterior na costa de Creta, 181 ativistas foram sequestrados ilegalmente, sofrendo violência física e sexual. A organização classificou a ação israelense como 'pirataria' e uma violação do direito internacional. O Ministério das Relações Exteriores de Israel, em comunicado, afirmou que a flotilha era uma 'provocação' e pediu que os participantes 'mudassem de rumo'. A interceptação ocorre em meio a tensões crescentes na região, com Israel mantendo um bloqueio rigoroso à Faixa de Gaza.