PCC é comparado à máfia italiana e se consolida como potência global do tráfico de cocaína
O Primeiro Comando da Capital (PCC) foi descrito pelo jornal norte-americano *The Wall Street Journal* como uma organização criminosa com eficiência de multinacional, atuando em 30 países e reformulando fluxos globais de cocaína. Autoridades dos EUA identificaram membros da facção em cinco estados e discutem sua classificação como Organização Terrorista Estrangeira, medida rejeitada pelo governo brasileiro.
Estrutura e expansão internacional
O PCC, com 40 mil membros, é considerado a maior organização criminosa das Américas e opera em todos os continentes, exceto na Antártida. Segundo o *The Wall Street Journal*, a facção mantém um 'nível máximo de organização', com códigos de conduta rígidos e rituais de ingresso realizados até por videoconferência. Nos EUA, integrantes foram identificados nos estados da Flórida, Nova York, Nova Jersey, Connecticut e Tennessee, onde 18 brasileiros ligados ao grupo foram acusados em 2025.
Estratégias de recrutamento e influência
Para expandir suas operações, o PCC utiliza táticas como se infiltrar em comunidades pobres sob a fachada de pastores evangélicos. O jornal destaca que a teologia da prosperidade, comum em algumas igrejas, facilita a aceitação da facção, que promove a riqueza como sinal de 'favor divino'. A publicação também menciona a existência de um núcleo de 'compliance' interno, reforçando a comparação com estruturas corporativas.
Reações e controvérsias
Há debates nos EUA sobre a classificação do PCC como Organização Terrorista Estrangeira, proposta que enfrenta resistência do governo brasileiro. O *The Wall Street Journal* ressalta que a facção prioriza discrição e eficiência, evitando exposição pública, ao contrário de outras organizações criminosas que buscam notoriedade.