Operação Cortina de Fumaça desarticula quadrilha com prejuízo de R$ 132 milhões em fraudes fiscais em Pernambuco
A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou a Operação Cortina de Fumaça, cumprindo 18 mandados de busca e apreensão em quatro cidades do estado. A quadrilha investigada é acusada de sonegação fiscal, lavagem de capitais e falsidade ideológica, com prejuízo estimado em mais de R$ 132 milhões aos cofres públicos. Medidas judiciais incluem bloqueio de ativos e suspensão de atividades comerciais das empresas envolvidas.
Detalhes da operação e esquema criminoso
A Operação Cortina de Fumaça foi realizada na manhã de 6 de maio de 2026, com cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão nas cidades de Recife, Camaragibe, Caruaru e Bezerros. Além disso, ordens judiciais determinaram o bloqueio de ativos financeiros, monitoramento eletrônico e suspensão do exercício de atividades comerciais das empresas ligadas à quadrilha. As investigações, iniciadas em junho de 2023, foram conduzidas pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Pernambuco (Cira), composto pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Secretaria de Defesa Social (SDS), Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e Secretaria da Fazenda (Sefaz). Segundo o Cira, o esquema criminoso envolvia a criação de empresas fictícias para emitir notas fiscais fraudulentas, visando acobertar a circulação de mercadorias sem documentação legal. A quadrilha também prestava serviços ilegais para regularizar estoques de contribuintes que adquiriram mercadorias sem notas fiscais ou simularam vendas inexistentes. O objetivo era justificar gastos fictícios ou criar créditos tributários falsos para suprimir o pagamento de impostos.
Medidas judiciais e próximos passos
As ordens judiciais, incluindo os mandados de busca e apreensão, foram expedidas pela Vara dos Crimes contra a Administração Pública e a Ordem Tributária do Recife. Além das ações já executadas, a operação prevê a continuidade das investigações para identificar todos os envolvidos e recuperar os valores desviados. O prejuízo de R$ 132 milhões reflete apenas os débitos fiscais identificados até o momento, podendo aumentar com o avanço das apurações.