Empresas revisam gastos com IA após aumento exponencial de custos e baixo retorno em produtividade
Relatório do Goldman Sachs projeta aumento de até 24 vezes no consumo de tokens de IA nos próximos anos, enquanto empresas como Uber e Microsoft enfrentam gastos crescentes sem retorno proporcional. Uber esgotou orçamento anual de IA em abril de 2026, e Microsoft migra desenvolvedores para ferramenta interna após revogar acesso ao Claude Code.
Gastos com IA disparam sem retorno claro
Um relatório do Goldman Sachs alerta que o uso de inteligência artificial agêntica pode elevar o consumo de tokens em até 24 vezes nos próximos anos. Empresas como Uber e Microsoft já enfrentam os impactos financeiros dessa escalada, com gastos crescentes sem um retorno proporcional em produtividade. A Uber, por exemplo, esgotou todo o orçamento anual de 2026 destinado ao Claude Code, ferramenta de programação assistida por IA da Anthropic, ainda em abril. Segundo o COO Andrew Macdonald, mais de 80% dos engenheiros da empresa utilizavam IA agêntica, e 60% do código era gerado por IA, mas sem um aumento equivalente em funcionalidades entregues aos usuários.
Microsoft migra para ferramenta interna
A Microsoft iniciou a revogação do acesso dos desenvolvedores ao Claude Code no início de maio, com previsão de migração completa para a ferramenta interna Copilot CLI até 30 de junho. A justificativa oficial é a consolidação das equipes em soluções próprias, mas a mudança ocorre no fim do ano fiscal da empresa, levantando suspeitas sobre motivações financeiras. A decisão reflete uma tendência de reavaliação dos investimentos em IA por grandes corporações.