Moda penitenciária: influenciadora transforma rotina de visitas em conteúdo sobre autoestima e estilo
Influenciadora Gaby Martins, de 21 anos, compartilha nas redes sociais sua rotina de visitas ao companheiro preso, destacando a moda adaptada às rígidas regras dos presídios. O conteúdo, que começou como distração, virou rede de apoio para mulheres em situação semelhante, promovendo autoestima e combinação de looks dentro das restrições de vestimenta.
Moda como forma de resistência e autoestima
A rotina de visitas a familiares em penitenciárias no Brasil envolve desafios que vão além das longas viagens e da espera. As regras rígidas de vestimenta, impostas pelos presídios, criaram um mercado especializado em roupas para visitantes e uma comunidade nas redes sociais. Mulheres compartilham experiências, dicas e estratégias para enfrentar o preconceito e manter a autoestima em um cotidiano marcado por restrições. A influenciadora Gaby Martins, moradora do interior de São Paulo, visita o companheiro preso há dois anos. Inicialmente, ela não planejava compartilhar essa parte de sua vida, mas passou a publicar conteúdos sobre a chamada 'moda penitenciária' como forma de distração e apoio a outras mulheres. 'Quando eu comecei a visitar, eu falei: 'Eu nunca vou postar isso, que vergonha'. E aí, querendo ou não, todo mundo já sabia, todo mundo já via. E foi onde eu comecei a postar para distrair um pouco', relatou Gaby.
Regras e criatividade: o estilo dentro das restrições
As roupas usadas para visitas em presídios devem seguir uma série de restrições de cores e modelos, limitando as opções disponíveis. No entanto, visitantes como Gaby Martins transformaram peças básicas em combinações estilosas, combinando acessórios e looks que favorecem a autoestima. Gaby também inclui a filha de um ano e meio nas publicações, frequentemente coordenando as roupas das duas para os dias de visita. 'O que começou como uma forma de distração se transformou em uma rede de apoio para mulheres que vivem a mesma realidade', destacou o G1. As regras de vestimenta variam entre presídios, mas geralmente proíbem cores como preto, vermelho e estampas camufladas, além de exigirem peças discretas e sem decotes ou transparências.