Meta anuncia corte de 10% da força de trabalho e mergulha funcionários em clima de incerteza
A Meta confirmou a demissão de cerca de 10% de seus funcionários, programada para 20 de maio de 2026. A decisão, anunciada após vazamento interno, deixa os empregados em um período de 28 dias de incerteza, gerando ansiedade e dilemas sobre como agir durante o chamado 'limbo trabalhista'. Especialistas em RH alertam que esforços extras podem não ser suficientes para evitar os cortes, mas desistir também não é recomendado.
Contexto e reações
A Meta anunciou, em memorando interno, a demissão de aproximadamente 10% de sua força de trabalho, com a data marcada para 20 de maio de 2026. A decisão foi comunicada após o vazamento da informação, o que, segundo Libby Sartain, ex-diretora de RH da Yahoo e Southwest Airlines, deixou a empresa sem alternativa senão confirmar os cortes. A medida cria um período de quase um mês de incerteza para os funcionários, descrito por um deles como '28 dias de inferno'. Patty McCord, ex-chefe de talentos da Netflix, destacou que a situação 'deixa todo mundo assustado', pois os cortes não estão necessariamente ligados ao desempenho individual, mas a decisões estratégicas da empresa.
Dilema dos funcionários: se esforçar ou buscar novas oportunidades?
Com a proximidade dos cortes, muitos funcionários da Meta enfrentam um dilema: intensificar o trabalho para demonstrar valor ou começar a procurar novas oportunidades no mercado. Chikara Kennedy, ex-gerente sênior de RH da Meta e CEO de uma consultoria, observou que, em situações semelhantes, os empregados tendem a criar projetos arbitrários na tentativa de se destacar. No entanto, Kennedy e outros especialistas alertam que, em processos de demissão em massa, o desempenho individual muitas vezes não é o fator decisivo. Ainda assim, desistir de contribuir não é visto como uma estratégia eficaz, segundo os profissionais de RH consultados.