Comitê dos EUA se divide sobre possível perdão a Ghislaine Maxwell em troca de cooperação no caso Epstein
Integrantes do Comitê da Câmara dos EUA que investiga o caso Jeffrey Epstein estão divididos sobre a possibilidade de o presidente Donald Trump conceder perdão a Ghislaine Maxwell, ex-namorada e cúmplice do criminoso sexual. A medida seria considerada em troca da cooperação de Maxwell na investigação. Parlamentares democratas rejeitam a ideia, classificando-a como um retrocesso e desrespeito às vítimas.
Contexto do caso e divisão política
Ghislaine Maxwell, condenada por recrutar e traficar adolescentes para os abusos cometidos por Jeffrey Epstein, cumpre pena de 20 anos de prisão desde 2020. Ela já foi ouvida pelo Comitê da Câmara dos EUA, mas se recusou a responder perguntas, alegando que só falaria se recebesse clemência. O presidente do comitê, James Comer, afirmou que há divisão interna sobre a concessão do perdão, enquanto deputados democratas, como Robert Garcia, criticam a proposta, chamando-a de 'enorme retrocesso' e 'falta de respeito com as vítimas'.
Posição de Trump e próximos passos
Segundo reportagem do site Politico, Donald Trump não descartou a possibilidade de conceder perdão a Ghislaine Maxwell. A decisão dependeria de sua cooperação nas investigações em andamento. O caso continua gerando polêmica nos EUA, com defensores da medida argumentando que poderia trazer novas informações, enquanto críticos alertam para o risco de impunidade.