Senadores Criticam STF por Tornar Facultativo Depoimento em CPI do Crime Organizado
Senadores da CPI do Crime Organizado no Senado expressaram descontentamento com a decisão do STF de tornar facultativo o depoimento do ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha. A liminar, concedida pelo ministro André Mendonça, impede o trabalho do colegiado, segundo os parlamentares.
Protestos Contra Decisão do STF
O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que desobrigou o depoimento do ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha, transformando a convocação para depoimento em ato facultativo. Contarato afirmou que o STF tem inviabilizado o trabalho da CPI e declarou que "a lei só vale para preto e pobre" quando se trata de punições. Ele mencionou decisões do Supremo que invalidaram a quebra de sigilo bancário de uma empresa ligada ao ministro Dias Toffoli como exemplos de decisões não razoáveis e afronta ao cidadão brasileiro, reforçando o lema "Quem nada deve nada teme". O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), endossou a crítica, declarando que "no Brasil a lei pena só vale para preto e pobre". O senador Sergio Moro (União-PR) também manifestou críticas a decisões do Supremo que liberaram autoridades de depor e invalidaram quebras de sigilo, citando conexões do Banco Master com ministros do STF e a investigação sobre um resort da família de Dias Toffoli. Um requerimento para prorrogar a CPI foi assinado por 27 senadores, com o objetivo de permitir que a investigação prossiga com liberdade.