Lula Afirma que Brasil Não Mudarará o Pix Diante de Críticas dos EUA
O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o Brasil não alterará o sistema de pagamentos instantâneos Pix, apesar das críticas do governo Trump. Relatório dos EUA alega que o Pix prejudica o dólar e empresas como Mastercard e Visa. Lula enfatizou que aprimoramentos serão feitos para beneficiar os brasileiros.
Posicionamento Brasileiro Diante das Críticas
Em resposta às novas críticas do governo Trump ao Pix, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou em Salvador (BA), nesta quinta-feira (2), que as pressões externas não afetarão o uso da tecnologia de pagamento. "O Pix é do Brasil, e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira", declarou o chefe do Executivo, assegurando que o sistema de transferências instantâneas permanecerá inalterado. Lula comentou que o governo pode, sim, aprimorar a tecnologia para torná-la ainda mais útil no dia a dia dos brasileiros. "O que nós podemos fazer é aprimorar o Pix para que cada vez mais ele possa atender às necessidades de mulheres e homens desse país", apontou. A tecnologia, criada pelo Banco Central, já ultrapassou o dinheiro em espécie e se tornou o meio de pagamento mais utilizado no Brasil em 2024. Estima-se que as transferências instantâneas sejam usadas em metade das transações no comércio eletrônico até 2028, segundo estudo da Ebanx divulgado em fevereiro. O sistema é o segundo método de pagamento mais usado pelos brasileiros em valor, atrás apenas de ferramentas como TED, que envolvem quantias maiores. As declarações de Lula referem-se a um relatório do Representante Comercial dos EUA, divulgado na quarta-feira (1º), que sugere que empresas como Mastercard e Visa estão sendo prejudicadas pelo amplo uso do Pix. O documento também cita outras preocupações da administração Trump, como a regulamentação de big techs e a taxa de uso de rede.