Professores da USP entram em greve por reajuste salarial e apoio à paralisação estudantil
A Associação de Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp) aprovou greve dos professores da USP a partir desta segunda-feira (25), em apoio à paralisação dos estudantes, que dura mais de um mês. A decisão ocorre após falta de avanços nas negociações com a Reitoria e o conselho de reitores das universidades estaduais paulistas. A categoria exige reajuste salarial de 7,39% e aumento no valor do Programa de Apoio à Permanência Estudantil.
Reivindicações e motivações da greve
Os professores da USP decidiram entrar em greve após a ausência de respostas concretas nas negociações com a Reitoria e o conselho de reitores das universidades estaduais paulistas. Entre as principais demandas estão: reajuste salarial correspondente à inflação anual medida pelo IPCA (4,39%), acrescido de 3% para compensar perdas históricas; aumento do valor do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil; e reorganização do semestre acadêmico devido aos impactos da paralisação estudantil. A Adusp também exigiu a não criminalização dos estudantes e a apuração das responsabilidades pela ação da Polícia Militar durante a desocupação da Reitoria, ocorrida na madrugada de 10 de maio.
Conflito na desocupação da Reitoria
Na madrugada de 10 de maio, a Polícia Militar realizou uma operação para retirar estudantes que ocupavam a Reitoria da USP, no campus do Butantã, Zona Oeste de São Paulo. Segundo relatos de alunos, os agentes utilizaram escudos, cassetetes, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, sem aviso prévio. Vídeos gravados pelos estudantes mostram agressões com cassetetes durante a ação. A Adusp exigiu a apuração das responsabilidades pela operação, que ocorreu de forma surpresa e violenta.