Ministério Público arquiva investigação do caso Cão Orelha por falta de provas e contradições
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) protocolou pedido de arquivamento das investigações sobre a morte do cão comunitário Orelha, após contradições e ausência de evidências concretas. O caso, que ganhou repercussão nacional, resultou em um decreto federal de multas para maus-tratos a animais, mas a investigação não identificou culpados.
Contexto e repercussão nacional
O cão Orelha, conhecido por sua docilidade e por viver na região da Praia Brava, em Florianópolis, morreu em janeiro de 2026 após ser encontrado agonizando sob um carro, com ferimentos na cabeça e no olho, além de desidratação. O caso ganhou ampla repercussão nacional, levando moradores e turistas a transformarem o local em um ponto de homenagem. Outros cães comunitários da região, como Pretinha e Caramelo, também foram afetados: Caramelo foi adotado, enquanto Pretinha morreu cerca de um mês após o ocorrido. A morte de Orelha alterou a dinâmica do bairro e gerou questionamentos sobre as circunstâncias do crime. Em março de 2026, o governo federal anunciou o decreto Cão Orelha, que prevê multas de R$ 1.500 a R$ 50 mil para casos de maus-tratos a animais.
Contradições e falhas na investigação
O arquivamento do caso pelo MPSC foi motivado por uma série de contradições e falhas na investigação. Entre os principais pontos destacados estão: a falta de provas materiais que comprovassem a agressão; versões divergentes sobre os suspeitos e outros casos envolvendo cães da região, como o Caramelo; o uso de elementos sem comprovação, como imagens e roupas; vídeos inconsistentes ou mal contextualizados; e um laudo pericial inconclusivo. Além disso, linhas de investigação inicialmente consideradas foram posteriormente rejeitadas, dificultando a identificação de culpados. A suspeita inicial de agressão não foi confirmada, e o caso foi encerrado sem responsáveis identificados.