Operadoras reais criticam série 'Lioness' por 'corromper' história do Team Lioness
Veteranas do Team Lioness criticam a série da Paramount+ de Taylor Sheridan por distorcer a realidade histórica do grupo de mulheres do Corpo de Fuzileiros Navais. As críticas focam na apropriação do nome e na simplificação da história real para consumo de massa.
Controvérsia sobre a fidelidade histórica
A série 'Lioness', da Paramount+, que estreou sua terceira temporada com Zoe Saldaña e Nicole Kidman, baseia-se no Team Lioness, um grupo real formado pelo Corpo de Fuzileiros Navais durante a Guerra do Iraque em 2003. O grupo original era composto por mecânicas, engenheiras e médicas de combate que protegiam tradutores e auxiliavam em buscas. As veteranas criticam a série por transformar o grupo em uma unidade de espionagem da CIA, alegando que a produção 'pegou nossa história e a corrompeu'. Daria Sommers, co-diretora de um documentário sobre o grupo, afirmou que o termo 'Lioness' agora é honorífico e que a série não possui base na realidade.
Críticas à apropriação e simplificação
Michelle Dallocchio, que fez parte do Team Lioness em 2004 e 2005, descreveu a série como uma história de guerra complexa 'reembalada em algo mais seguro e higienizado para o consumo de massa', resultando no apagamento das mulheres que vivenciaram a história real. Embora Taylor Sheridan não tenha afirmado que a série é uma adaptação direta, mas sim inspirada em uma história real, as veteranas defendem que o uso do nome específico gerou a polêmica.