Nova York aprova imposto sobre imóveis de luxo não residenciais; Ken Griffin pagará até R$ 7 milhões anuais
A cidade de Nova York aprovou um novo imposto sobre propriedades de luxo não residenciais, conhecido como 'pied-à-terre tax', que afetará bilionários como Ken Griffin, CEO da Citadel. Griffin, dono de três apartamentos na cidade, deverá pagar entre US$ 1,3 milhão e US$ 1,4 milhão (aproximadamente R$ 6,6 milhões a R$ 7 milhões) anuais a partir de 2027. O imposto visa arrecadar fundos para habitação acessível e serviços públicos.
Detalhes do imposto e impacto em Ken Griffin
O imposto 'pied-à-terre' foi aprovado como parte do orçamento estadual de Nova York e incidirá sobre cerca de 10 mil propriedades na cidade, incluindo imóveis de alto valor pertencentes a bilionários. Ken Griffin, CEO da Citadel e uma das figuras mais ricas do mundo, com fortuna estimada em US$ 48,3 bilhões, será um dos mais afetados. Ele possui três apartamentos em Nova York: um penthouse na Central Park South, adquirido por US$ 240 milhões em 2019, e duas unidades no edifício 740 Park Avenue, no Upper East Side, compradas por um total de US$ 83 milhões nos últimos 18 meses. Com base nos valores de mercado estimados em 2025, o apartamento na Central Park South foi avaliado em US$ 15,55 milhões, enquanto as unidades no 740 Park Avenue somam cerca de US$ 6,2 milhões. Segundo especialistas, o Departamento de Finanças de Nova York historicamente subestima os valores de mercado desses imóveis, o que pode resultar em uma cobrança ainda maior no futuro. O prefeito Zohran Mamdani, que propôs o imposto, mencionou Griffin nominalmente durante o anúncio da medida, destacando-o como um dos principais alvos da nova legislação.
Objetivos e controvérsias do imposto
O 'pied-à-terre tax' foi criado com o objetivo de arrecadar fundos para programas de habitação acessível e melhorias em serviços públicos na cidade de Nova York. A medida visa taxar propriedades de luxo que não são utilizadas como residências principais, muitas vezes pertencentes a investidores estrangeiros ou bilionários que mantêm imóveis na cidade como investimentos ou para uso esporádico. Críticos da medida argumentam que o imposto pode desencorajar investimentos imobiliários e afetar o mercado de alto padrão, enquanto defensores afirmam que a arrecadação será fundamental para reduzir desigualdades sociais e melhorar a infraestrutura urbana.