Eduardo Bolsonaro controlava recursos de filme sobre Jair Bolsonaro, revela vazamento
Novo vazamento de documentos comprova que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro atuou diretamente na gestão financeira do filme 'Dark Horse', assinando contratos como produtor executivo. A Polícia Federal investiga se valores repassados por Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro também financiaram gastos pessoais de Eduardo nos EUA. Vorcaro está preso desde março por esquema de fraudes no Banco Master.
Detalhes do vazamento e envolvimento de Eduardo Bolsonaro
Documentos obtidos pelo The Intercept Brasil revelam que Eduardo Bolsonaro assinou digitalmente, em 30 de janeiro de 2024, um contrato como 'produtor executivo' do filme 'Dark Horse'. O contrato também foi assinado pelo deputado Mário Frias (PL-SP) e oficializou a produtora GoUp Entertainment, sediada nos EUA, como responsável pela obra. A GoUp é controlada pela brasileira Karina Ferreira da Gama e pelo brasileiro naturalizado norte-americano Michael Brian Davis. A Polícia Federal investiga se parte dos R$ 134 milhões negociados por Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro para o filme foi desviada para cobrir despesas de Eduardo nos Estados Unidos.
Contexto da investigação e prisão de Daniel Vorcaro
O caso veio à tona após reportagem do The Intercept Brasil revelar que Flávio Bolsonaro negociou R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro para a produção de 'Dark Horse', com R$ 61 milhões já depositados. Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março, acusado de liderar um esquema bilionário de fraudes financeiras por meio do Banco Master, de sua propriedade. A PF também apura se os recursos destinados ao filme foram usados para outros fins, incluindo supostos gastos pessoais de Eduardo Bolsonaro.