Cinco anos de dados sobre proibição de livros revelam padrões de censura nos EUA
Relatório do Book Riot analisa listas de livros proibidos ou contestados entre 2021 e 2026, compiladas pela ALA, PEN America e estados como Utah e Carolina do Sul. Dados excluem listas não oficiais, como a da Flórida, mas incluem obras removidas ou restritas em escolas e bibliotecas. O levantamento destaca tendências na censura literária nos últimos cinco anos.
Metodologia e abrangência dos dados
O relatório avaliou 11 listas oficiais: cinco da American Library Association (ALA), quatro da PEN America, uma de Utah e uma da Carolina do Sul. A ALA cobre cinco anos completos de dados, enquanto a PEN America inclui quatro anos escolares, com o quinto (2025-2026) previsto para divulgação no outono de 2026. O termo 'proibido' engloba livros contestados, realocados, restritos, redigidos ou removidos, conforme critérios da PEN e exigências estaduais. A lista não oficial da Flórida foi excluída, mas obras afetadas por ela foram incorporadas aos dados da ALA e PEN.
Contexto e impacto da censura
A censura de livros nos EUA tem se intensificado, com foco em obras que abordam temas como identidade de gênero, sexualidade, raça e história. Os dados revelam um padrão de contestações que visam não apenas a remoção, mas também a restrição de acesso a determinados públicos, especialmente em escolas. O relatório destaca a importância de monitorar essas tendências para entender o impacto na liberdade intelectual e no acesso à informação.