Ueap transforma garrafas PET em filamentos para impressão 3D e leva tecnologia a escolas do Amapá
Projeto da Universidade do Estado do Amapá (Ueap) utiliza garrafas PET recicladas para produzir filamentos destinados à impressão 3D. A iniciativa oferece cursos gratuitos em escolas estaduais, combinando sustentabilidade e inovação tecnológica. Objetos como peças de engenharia, utensílios domésticos e brinquedos são fabricados a partir do material reciclado.
Tecnologia e sustentabilidade unidas
Pesquisadores e estudantes da Ueap desenvolveram um método para transformar garrafas PET em filamentos utilizados em impressoras 3D. O projeto, liderado pelo professor Felipe Tavares, visa não apenas reduzir o descarte irregular de plásticos, mas também democratizar o acesso à tecnologia de impressão 3D. Segundo Tavares, as impressoras 3D têm preços acessíveis, similares aos de impressoras convencionais, permitindo que qualquer pessoa produza objetos em casa, desde suportes de celular até componentes de máquinas. "Reciclar deixou de ser apenas uma prática sustentável. Hoje é uma necessidade diante dos impactos ambientais", afirmou o professor.
Cursos gratuitos em escolas estaduais
A iniciativa da Ueap inclui a oferta de cursos gratuitos em escolas estaduais do Amapá, onde a comunidade aprende a transformar garrafas PET em matéria-prima para impressão 3D. O acadêmico de Engenharia Química Lucas Rafael, bolsista do projeto, destaca que o objetivo é evitar que as garrafas cheguem ao meio ambiente. "Nosso propósito é evitar que as garrafas cheguem ao meio ambiente. A partir delas, conseguimos produzir filamentos e criar objetos em impressoras 3D", explicou Rafael. Os objetos produzidos incluem peças de engenharia, utensílios domésticos e brinquedos.