Mercado financeiro eleva projeção de inflação para 4,91% em 2026 pela nona semana consecutiva
Economistas do mercado financeiro aumentaram a estimativa de inflação para 2026 pelo nono boletim Focus seguido, atingindo 4,91%. A alta é atribuída ao aumento dos preços do petróleo devido à guerra no Oriente Médio. A meta de inflação para o período é de 3%, com tolerância de até 4,5%. A taxa Selic, atualmente em 14,50% ao ano, deve cair para 13% até o fim de 2026.
Inflação e projeções
O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (11), revelou que a estimativa de inflação para 2026 subiu de 4,89% para 4,91%, marcando a nona alta consecutiva. A projeção para 2027 permaneceu em 4%, enquanto para 2028 e 2029 as expectativas continuam em 3,64% e 3,50%, respectivamente. Desde 2025, o Brasil adota o sistema de meta contínua para inflação, com objetivo de mantê-la em 3% ao ano, variando entre 1,50% e 4,50%. A pressão inflacionária é atribuída ao aumento dos preços do petróleo, que operam acima de US$ 100 devido à guerra no Oriente Médio, impactando diretamente os custos dos combustíveis no Brasil.
Taxa Selic e atividade econômica
Apesar do aumento nas projeções de inflação, o mercado financeiro manteve a expectativa de queda na taxa Selic, atualmente em 14,50% ao ano. A estimativa para o fim de 2026 é de 13% ao ano, enquanto para 2027 a projeção subiu de 11% para 11,25%. Para 2028, a taxa esperada permanece em 10% ao ano. Em relação ao crescimento econômico, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 se manteve em 1,85%, após um crescimento de 2,3% registrado em 2025 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).