Jornalista abandona carreira em Nova York para recomeçar na Itália e enfrenta desafios de adaptação
Após cinco anos como redatora cultural em Nova York, Justine Golata deixou emprego estável, amigos e segurança financeira para morar em Florença, na Itália. A mudança, motivada pelo desejo de aprender um novo idioma e vivenciar outra cultura, trouxe solidão e desorientação inicial, mas a decisão é considerada acertada pela profissional.
Rotina estruturada dá lugar à incerteza profissional
Justine Golata trabalhava como redatora cultural em Nova York, onde sua rotina era pautada por uma agenda fixa de 9h às 17h, com gravações de segmentos para TV e reuniões corporativas. Apesar do sucesso profissional, a jornalista sentia que seus objetivos pessoais, como aprender um novo idioma ou experimentar outras culturas, não cabiam em suas folgas limitadas. 'Eu me perguntava quando teria tempo para fazer coisas como aprender uma nova língua ou vivenciar uma cultura diferente', relatou. A decisão de se mudar para Florença, na Itália, foi tomada após considerar opções como escola culinária em Paris ou aulas de samba no Rio de Janeiro. Após organizar a logística, Golata pediu demissão e iniciou uma nova fase como freelancer.
Freelancer na Itália: solidão e falta de rede de apoio
Ao chegar em Florença, Justine Golata enfrentou dificuldades imediatas, como a barreira linguística e a ausência de uma rede de contatos. Embora tivesse alugado um apartamento e se matriculado em um curso intensivo de italiano, a falta de uma rotina estruturada a deixou desorientada. 'Sem um horário fixo para me manter responsável, os dias pareciam escapar', disse. A jornalista contou que, apesar de ter alguns trabalhos freelance, a adaptação à nova vida foi marcada pela solidão e pela sensação de instabilidade. 'Minha vida parecia completamente fora dos eixos', afirmou.