CSIC usa IA e satélites para reconstruir história ecológica do Mar Menor e prever futuro da lagoa
Cientistas do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) da Espanha utilizam inteligência artificial e dados de satélite para mapear duas décadas de mudanças ecológicas no Mar Menor. O estudo, publicado no ScienceDirect, permite reconstruir a evolução do ecossistema com precisão inédita, identificando padrões de poluição e sedimentação. A tecnologia também auxilia na previsão de comportamentos futuros da lagoa, essencial para políticas de conservação.
Tecnologia de ponta para monitoramento ambiental
O CSIC emprega uma combinação de modelos matemáticos avançados e dados de satélite para analisar a saúde do Mar Menor, uma das maiores lagoas salgadas da Europa. Segundo o estudo publicado no ScienceDirect, a metodologia permite reconstruir a evolução do ecossistema com uma profundidade histórica sem precedentes. A captura hiperespectral por satélites coleta dados de reflectância da superfície da água em múltiplas bandas, enquanto redes neurais processam essas informações para remover interferências atmosféricas e destacar poluentes específicos. O resultado são mapas temporais que detalham a saúde da lagoa desde o início dos anos 2000, isolando variáveis antes consideradas ruído estatístico.
Impacto na conservação e políticas públicas
O projeto liderado pelo CSIC não se limita a diagnósticos históricos. A tecnologia desenvolvida fornece uma base sólida para prever comportamentos futuros do Mar Menor, permitindo a criação de políticas públicas mais eficazes. A equipe multidisciplinar do CSIC, em parceria com agências espaciais, converte dados brutos em informações acionáveis para preservar a biodiversidade local. A abordagem inovadora serve como modelo para outros ecossistemas críticos na Europa, destacando o papel da ciência na mitigação de crises ambientais.