Oito Países Muçulmanos Condenam Lei Israelense de Pena de Morte para Palestinos; Greve Geral na Cisjordânia
Oito países de maioria muçulmana emitiram uma declaração conjunta condenando veementemente a nova lei de Israel que impõe a pena de morte por enforcamento a palestinos condenados em tribunais militares por ataques mortais na Cisjordânia. Simultaneamente, uma greve geral ocorreu na Cisjordânia, com centenas de manifestantes em Ramallah e lojas fechadas em Hebron, Nablus e Jerusalém Oriental em protesto contra a legislação.
Condenação Internacional e Acusações de Apartheid
Paquistão, Turquia, Egito, Indonésia, Jordânia, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos divulgaram uma declaração conjunta que classificou a lei como uma "escalada perigosa" e uma "continuação da opressão", rejeitando as "práticas israelenses cada vez mais discriminatórias e crescentes que consolidam um sistema de apartheid". A lei, aprovada pelo Parlamento de Israel, permite que tribunais militares condenem cidadãos sob a figura jurídica de "ataque intencional qualificado", equiparando-a a atos de terrorismo. Críticos apontam que a lei seria aplicada a palestinos, mas não a israelenses que cometessem crimes semelhantes. A União Europeia, Alemanha e Canadá também expressaram preocupação com a medida, enquanto os Estados Unidos manifestaram apoio ao "direito soberano de determinar suas próprias leis". O governo do Taliban no Afeganistão também classificou a legislação como "opressão" e conclamou ações internacionais.
Protestos e Greve Geral na Cisjordânia
Em resposta à lei, centenas de pessoas se reuniram em Ramallah para marchar, e a maioria das lojas nas cidades de Hebron, Ramallah e Nablus permaneceu fechada. Instituições públicas palestinas, incluindo universidades, em toda a Cisjordânia ocupada e Jerusalém Oriental, também permaneceram inoperantes. Militantes entoaram slogans contra a lei, enquanto soldados israelenses forçaram comerciantes a abrir estabelecimentos em Anata. Protestos em Nablus alertaram que "o tempo estava se esgotando" para parar a lei de execução de prisioneiros. Relatos indicam que soldados israelenses usaram balas revestidas de borracha, granadas e gás lacrimogêneo contra manifestantes em Nablus. O partido Fatah e outras facções convocaram a greve geral.
Condições dos Reféns Palestinos
Os oito países também expressaram "profunda preocupação" com as condições dos reféns palestinos detidos em prisões israelenses, citando relatos de "abusos contínuos, incluindo tortura, tratamentos desumanos e degradantes, fome e negação de direitos básicos", que refletem um "padrão mais amplo de violações contra o povo palestino".