51 países continuaram enviando armas a Israel durante genocídio em Gaza, aponta investigação
Investigação da Al Jazeera revela que 51 países e territórios autônomos mantiveram o envio de armas e suprimentos militares a Israel mesmo após a Corte Internacional de Justiça (CIJ) alertar sobre risco de genocídio na Faixa de Gaza em janeiro de 2024. O fluxo de assistência militar, incluindo munição, explosivos e componentes para veículos blindados, não apenas persistiu, mas se intensificou nos meses seguintes.
Dados e valores das importações militares
Entre outubro de 2023 e outubro de 2025, a Autoridade Tributária de Israel (ITA) registrou 2.603 remessas de mercadorias classificadas como relacionadas ao serviço militar, totalizando aproximadamente US$ 885,6 milhões (cerca de R$ 5 bilhões). Desse montante, 91% (R$ 4,6 bilhões) foram importados após a decisão da CIJ em 26 de janeiro de 2024. Nos 20 meses anteriores ao início do conflito em Gaza, o valor total das importações militares havia sido de US$ 388,1 milhões (R$ 2,2 bilhões).
Principais países fornecedores
Os cinco países que mais exportaram recursos bélicos para Israel após outubro de 2023 foram os Estados Unidos, Índia, Romênia, Taiwan e República Tcheca. Os EUA lideraram o ranking, respondendo por 42% do valor total das importações, seguidos pela Índia, com cerca de 26%. Muitos desses países haviam declarado publicamente a suspensão da venda de armas a Israel ou ratificado a Convenção da ONU sobre genocídio.