Trump pressiona Suprema Corte dos EUA por 'lealdade' em decisões sobre cidadania e tarifas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os juízes da Suprema Corte devem ser 'leais' ao decidir sobre sua ordem executiva que proíbe a cidadania por nascimento. Trump criticou nominalmente os juízes Neil Gorsuch e Amy Coney Barrett, ambos nomeados por ele, pela decisão contrária às suas políticas tarifárias. A ordem executiva de Trump, assinada no primeiro dia de seu segundo mandato, busca impedir que filhos de imigrantes em situação irregular ou com vistos temporários obtenham cidadania automaticamente.
Contexto da ordem executiva e reações judiciais
Donald Trump assinou uma ordem executiva em janeiro de 2026 que determina que filhos de pais em situação irregular ou com vistos temporários nos Estados Unidos não se tornariam automaticamente cidadãos do país. A medida foi bloqueada por tribunais inferiores, que citaram a cláusula de cidadania da 14ª Emenda da Constituição dos EUA. Trump compareceu pessoalmente à audiência de argumentos orais na Suprema Corte no mês passado, defendendo sua posição. Em publicação na plataforma Truth Social, ele afirmou que os juízes têm o 'dever de fazer a coisa certa', mas sugeriu que a lealdade à pessoa que os nomeou seria aceitável.
Críticas à decisão sobre tarifas e nomeações judiciais
Trump criticou duramente a decisão da Suprema Corte, em fevereiro de 2026, que considerou que ele excedeu sua autoridade ao impor tarifas generalizadas a produtos de outros países. Ele mencionou especificamente os juízes Neil Gorsuch e Amy Coney Barrett, nomeados durante seu primeiro mandato, classificando a decisão como 'devastadora'. Trump também nomeou o juiz Brett Kavanaugh, consolidando uma maioria conservadora de 6-3 na corte. Em sua postagem, ele questionou: 'É realmente OK que sejam leais à pessoa que os nomeou?'.
Implicações da ordem executiva sobre cidadania
A ordem executiva de Trump busca reverter a interpretação tradicional da 14ª Emenda, que garante cidadania a qualquer pessoa nascida em solo americano, independentemente do status migratório dos pais. Trump argumentou que os EUA são o 'único país do mundo' a praticar essa política, chamando-a de 'desastre insustentável, inseguro e incrivelmente caro'. A medida, se aprovada, teria impacto direto em milhões de famílias imigrantes no país.