Júri é dispensado em julgamento pela morte do ex-vocalista do Lostprophets, Ian Watkins, na prisão
O julgamento de dois homens acusados de assassinar o ex-vocalista do Lostprophets, Ian Watkins, na prisão foi interrompido após o júri ser dispensado. Watkins, condenado por crimes sexuais contra crianças, morreu em outubro de 2025 aos 48 anos no presídio HMP Wakefield. Um novo julgamento foi marcado para fevereiro de 2027.
Contexto do caso
Ian Watkins, ex-vocalista da banda Lostprophets, cumpria pena de 29 anos de prisão, com mais seis anos em liberdade condicional, após ser condenado em 2013 por 13 crimes sexuais, incluindo tentativa de estupro de um bebê e conspiração para estuprar uma criança. Ele morreu em outubro de 2025 no presídio HMP Wakefield, na Inglaterra, aos 48 anos. Dois detentos, Rico Gedel, 25, e Samuel Dodsworth, 44, foram acusados de assassinato e posse de arma branca na prisão. Ambos negam as acusações.
Detalhes da acusação
A promotoria alegou que Gedel entrou na cela de Watkins e o esfaqueou na cabeça e no pescoço com uma faca improvisada, passando a arma para Dodsworth, que a teria descartado em um lixo. Dodsworth, cumprindo pena por estupro, negou participação no ataque, afirmando que apenas entrou em pânico ao receber a faca. Gedel, condenado à prisão perpétua por homicídio, teria dito a agentes penitenciários: 'Me avisem quando ele morrer' após o suposto ataque. Ele também ameaçou machucar 'qualquer número de pedófilos' caso não fosse transferido do presídio.
Histórico de violência na prisão
Watkins já havia sido alvo de violência na prisão em 2023, quando foi esfaqueado e feito refém por três detentos. Ele foi resgatado por agentes e levado em segurança. Gedel também teria se vangloriado de se tornar 'famoso' após a morte de Watkins.
Próximos passos
O juiz Mr. Justice Hilliard dispensou o júri 'com relutância' e marcou um novo julgamento para 8 de fevereiro de 2027. A decisão foi tomada após impasses no processo, frustrando tanto os jurados quanto as partes envolvidas.