Hezbollah Critica Negociações Diretas entre Líbano e Israel como 'Pecado Nacional'
O Hezbollah classificou as negociações diretas entre o Líbano e Israel, mediadas pelos Estados Unidos em Washington, como um "pecado nacional" que aprofunda divisões internas. Hassan Fadlallah, membro do Parlamento do movimento, declarou que o governo libanês não compreende o perigo de tal iniciativa, que não reflete a identidade ou os desejos do povo libanês.
Rejeição ao Diálogo com Israel
Hassan Fadlallah, membro do Parlamento do Hezbollah, criticou veementemente a decisão do governo libanês de engajar em negociações diretas com Israel. Em declaração televisionada nesta quarta-feira, 15 de abril, Fadlallah afirmou que o movimento considera a iniciativa "um pecado nacional" e um caminho equivocado que apenas aumenta a divisão entre os libaneses. Ele questionou se o governo percebe o perigo de suas ações, alegando que o encontro em Washington, mediado pelos Estados Unidos, não alcançou nenhuma exigência de Israel e obteve apenas elogios do "inimigo". De acordo com um comunicado conjunto divulgado após o encontro, os negociadores libaneses e israelenses concordaram em iniciar negociações diretas em data e local a serem definidos, com apoio dos Estados Unidos. O comunicado também mencionou que as partes expressaram esperança de que as discussões ultrapassem o acordo de 2024 e levem a um pacto de paz abrangente, reiterando o apoio ao direito de Israel de se defender de ataques do Hezbollah. As partes enfatizaram que qualquer acordo de cessar-fogo deve ser firmado entre os governos, sob mediação americana, e não por canais paralelos.